Ventos Aqui me encontro e confundo...

domingo, 25 de março de 2012

E num fim de semana que tinha tudo para ser frio, a chuva deu lugar a uma noite quente, e rimos e chorámos os dois sentados num chão de pedras e natureza. Como me dizes, é nesta bonança depois das tempestades, que nos vamos construindo. Guardo agora a flor que trouxe da noite que passamos os dois no chão ao sabor da lua, e enquanto o faço lembro-me das imagens, sons e toques que trouxe também comigo. Estes guardo-os na minha vida e sei que, entre inseguranças, são um porto para onde posso sempre voltar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O teu efeito

Apercebo-me que ando com borbulhas na cara, com os olhos apenas semi-abertos, com a roupa sem cuidado ou mesmo com a do dia anterior, sem paciência, zangada comigo, assustada ou mesmo aterrorizada com a perspectiva dos dias futuros, mas "giraça", bem disposta e com vontade de brincar, sorridente que até irrita, com um vestido novo e umas meias compradas de propósito, confiante e cheia de esperança.  

sábado, 19 de novembro de 2011

You came out of nowhere
Stealing my heart and brain
Flaming my every cell
You make me feel myself







segunda-feira, 14 de novembro de 2011

É em dias como o de hoje que me revelo as minhas fraquezas, escondidas na maior parte do tempo de mim. É nestes dias que choro no caminho para casa.


domingo, 30 de outubro de 2011

Bela Tentação

Cor: Candy apple ou como me dizes, "maçãs do amor"

domingo, 2 de outubro de 2011

Um beijo grande, enorme

"...tamanho que me apercebi hoje que a cidade de Lisboa realmente tem", disseste-me. O que eu não disse depois foi: tamanho que me fizeste aperceber hoje que a cidade de Lisboa realmente tem. Porque, os caminhos eu já tinha percorrido vezes que já não conto, mas no nós foi a primeira vez. Hoje a cidade mostrou-me sentimentos que eu desconhecia, mostrou-me um ser alguém que eu desconhecia. E hoje penso que ninguém me conhece tão bem como ela, cidade que me ouve e me vê, nos seus muros e escadas, despida ao longo do tempo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De regresso

A barriga ainda fica pequenina e a garganta muito apertada. Não ultrapassei, quando não o sinto é porque apenas o esqueci.

sábado, 10 de setembro de 2011

Silêncio

Há 10 anos interromperam os meus desenhos animados para me mostrarem a morte em directo, hoje vou-me deixar chorar. Pelo mal, pelos que amam, pelos heróis que entraram nas torres sabendo que estas iam cair a qualquer momento só para salvar uma vida, pela liberdade. 
Lembro-me do momento, há 10 anos, em que descobri que os pontos pretos a cair das janelas eram homens, não sei se demorei a perceber por inocência de uma criança de 10 anos, ou se não quis perceber mais cedo pelo horror da realidade. Choque. O Bush dizia que seria feita justiça, eu não consigo pensar em nada que possa estar perto sequer de compensar a injustiça da perda de uma daquelas vidas. Talvez devesse acreditar no Céu.
Esta data é a mais visível, mas quando hoje me deixo chorar, porque me perturba intimamente o mal, a morte e o sofrimento do Mundo em que vivo, faço-o também por todas as vezes que não me permiti fazê-lo enquanto vi televisão e li jornais durante todo este ano de lutas, guerras e ausência de respeito pela Humanidade.