Ventos Aqui me encontro e confundo...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010


"Alfama não cheira a fado
Mas não tem outra canção."
 








 
 






E presa nesta identidade vive enleada no dia e na noite da cidade. Entre o sabor do silêncio disseste-lhe que sentirias a sua falta, nesse momento a luz da cidade aqueceu-a, mas logo a sua canção de água percorreu as suas escadas. Ficou então fechada em paredes molhadas presa num cheiro que não é seu.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

outro dia lado a lado

Hoje voltei a puxar a ponta do laço cor-de-rosa-bonito que guarda as cartas que me escreves-te compulsivamente, e que eu li diariamente do mesmo modo. Hoje voltei a le-las e o sentimento foi o da primeira vez . Acho que não é preciso nenhuma razão extraordinária para as ler e celebrar a amizade, mas desta vez, abri o embrulho porque precisei de te ouvir. Sábado voltámos a estar juntos como há muito não o fazíamos e fiquei sem vontade de sair dali. As folhas têm a data de 2008 (assustador) mas ainda nos têm lá, tal como fomos, tal como somos. Hoje gostei de te ouvir, de nos ouvir, em momentos de vida ainda simples. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

touched

Porque podíamos ser nós, se soubessemos dançar.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

São cinco horas e já é quase de noite. Hoje é o segundo dia depois do traçar de objectivos, último antes do terminar do plano. O que posso dizer é só: não concluído. Contudo, hoje o tempo não me enganou e tudo o que fiz está aqui. A chuva continua, as minhas mãos estão brancas e geladas e a minha cabeça continua a latejar. Foram precisos 19 anos e um início de pausa lectiva para descobrir as dores de cabeça, aquelas que até doem ao tocar. Maldita frágil natureza humana que só se revela quando menos estamos dispostos a aceita-la. E eu que só queria estar em casa, aquecer as mãos entre o fogo, o pêlo do meu gato e o cabelo do meu irmão, ler os livros que estão à minha espera já há algum tempo e estudar. Entretanto, a aquecer as mãos na minha própria testa já embrulhei para lá da dezena de caixas e caixinhas, já dormi muito mais horas do que  as permitidas pelo bom senso, já vi mais filmes de terror do que a soma de todos os que tinha visto até aqui (quando tentei ver um filme bonito, a senhora atrás do vidro, pelo microfone, disse que estava esgotado) e o meu carro explodiu, pela 10ª vez, quase de vez. Hoje o tempo não me enganou. São cinco horas, está de noite e a chuva não pára. Amanhã, não sei. Parece que 5min de distância não é uma medida igual para toda a gente. Amanhã não vou tentar compreender. Vou percorrer os meus 5min sozinha e vou voltar. Quando voltar só quero que tudo esteja no mesmo sítio, o depois fá-lo-emos. Não me importo que o tempo me volte a enganar. Espero voltar à minha demanda pela produtividade já sem os ouvidos a fazerem-se notar, porque importo-me e importar-me-ei sempre com os não concluído pendentes. O depois voltará às suas trivialidades, com a diferença de mais um dia ter passado, de estar um natal mais à frente.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Do céu?





Mentaliza-te: Do céu só cai chuva.


mesmo que esperemos e que a espera até seja bem boa

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

upa!

E agora? Como é que saio do sofá, depois de um dia e duas noites quentinhos, cheios de doces, almofadas, filmes e lamechices boas, e começo a trabalhar muito?

help




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Hoje era um daqueles dias em que eu te telefonava. Adoentada, a desejar estar longe da tentativa de boa disposição que os outros merecem mas que me custa tanto nestes dias, era para perto de ti que eu ia.  Sentada na tua cama, olhava para ti a fazeres mil coisas para de seguida poderes estar só comigo, visita não combinada mas esperada. Perto de ti, sem exigências, vivia a minha apatia de dias como o de hoje. Dias frios que querem que ainda chova mesmo depois da noite de tempestade. Então ficava com a cabeça na tua almofada a sorrir contigo por cima da tua música que nunca desligavas até o tempo dizer que tinhamos de ir. E ia, não contrariada, porque este conforto já sentia meu, porque o dia continuava frio mas o casaco era mais quente, porque o dia ficava com mais horas. Já não te telefono. Já não me telefonas. Não escolhemos o fim porque não começamos pelo início. Hoje já não e um daqueles dias e o dia de hoje continua assim frio e adoentado.

domingo, 13 de setembro de 2009

I would have stayed up with you all night....



Mas uma bailarina tem de abusar do corpo para poder dançar levemente e mostrar o controlo da dança.

Aqui estão as minhas feridas. 

terça-feira, 4 de agosto de 2009

wait for me.

É com água pela cintura que o digo. É quando as ondas me empurram e a espuma ressalta para o meu corpo ainda quente e seco que digo: Espera por mim.
Espera por mim, dia. Espera por mim, onda. Espera por mim, vida. Eu ainda não estou a ir.

O meu tempo é mais lento e tem deixado tanto por dizer.