Ventos Aqui me encontro e confundo...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dito pelas lágrimas

Hoje chorei. Chorei quando aparentemente o motivo fazia sorrir. Por isso chorei também, encostada à grade escura, a olhar para o castelo e para o miradouro da Graça enquadrados num céu azul limpo. O sol aquecia-me as costas, o vento gelava-me a mão que segurava o casaco. Eram 14.30h quando entrei na faculdade. Quando vi a pauta não consegui conter tudo o que não se libertava há já algum tempo. Em mim, a esperança é um sentimento muito resistente, e por isso, no fundo, acreditava que era possível, contudo a mentalização do resultado negativo nos últimos dias fez-me crer que continuamente me julgo superior àquilo que sou. Telefonei-te a dar a boa novidade, foi muito bom ouvir a tua voz de orgulho e o riso expressivo do pai ao fundo muito feliz por mim. Fiz com que não reparassem no choro da minha voz invulgar porque hoje quis-me chorar sozinha, sem julgamentos e tentativas de compreensão. Foi bom sentir quem, sem qualquer dúvida minha, me quer todo o bem.
Hoje, as lágrimas que cairam em silencio aliviaram, lavaram a alma, e disseram muito mais para além do percebido. Hoje deito-me cedo, que as lágrimas também cansaram. Nunca senti tantas saudades de alguém como hoje.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

cosiness

numa mesa redonda

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Que merda de dia!
Viagens sem música, sono, inércia, falta de gosto a fazer aquilo que gosto - é que nem o ver televisão e o fazer nada foram como deve de ser, e 8h (8h!!) para estudar metade de uma aula de 1h, uma aula que nem é muito importante para o crédito! Se tivesse 15 dias só para estudar isto, era tranquilo. Mas não, os 4 dias que tenho são contados às horas, aos minutos! - Estás a ouvir, ó Deus da produtividade e do proveito? Que tal um bocadinho de compaixão por esta carente alma por ti abandonada?
É um espanto eu dizer asneiras, eu sei, mas hoje acabo o dia a repetir: Que merda de dia!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Passagem de ano

Passagem de ano e a entrada a sério na decada dos 20 e _ .
12 passas n chegam...




I'm a lucky man to count on both hands
The ones I love...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

- Eu também.

"- Vim só dizer boa noite.
 - Boa noite. Dorme bem.
 - (olhas para mim e observas o que faço fixamente)
   Gosto de te ver estudar assim.
 - É para compensar o fim de semana grande de férias! (respondo, como sempre, irreflectidamente)
 - Não é isso. Gosto de te ver estudar assim o que estás a estudar.

São estes momentos que me voltam a dar sentido. Não devia ser necessário, mas esqueço-me muitas vezes de valorizar a concretização. Obrigada por me mostrares tão espontâneamente que estás feliz por mim. Lembras-me que eu também estou.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Se me encontrarem, deixem-me ficar por lá.

Depois de algum tempo sem palavras volto movida pela inocência sorridente de quem ainda não conseguiu parar de sonhar. Uma tarde a olhar para o rio e uma história bonita à noite serviram de mote para os sonhos verdes e azuis, cheios de terraços de arroz, véus, relevos e madeiras molhadas. A vida primária daquele paraíso místico original atrai-me  fortemente e só me faz desejar amar em Bali. Nos próximos dias vou dormir lá, ler lá, andar por lá e ser apanhada pela chuva e pelo sol tropicais. Tenho pena que, previsivelmente, entretanto isto passe: o estudo da próxima semana e a perspectiva de mais 6 anos exaustos de curso que antecederão uma vida cheia de obrigações e responsabilidades, farão desvanecer a minha fantasia apaixonada. Para já, a esperança da idade que teima em permanecer, e que faço por acreditar ser a ponte entre a fantasia e a possibilidade real, ainda me permite dizer - Talvez um dia vá  contigo ao outro lado do mundo, apaixonada, dormir, ler, andar e apanhar chuva e sol. 

sábado, 19 de junho de 2010

Nostalgia

"- E quando pedi ao teu irmão para te dizer que estava aqui ainda fiquei a pensar naquilo que ia dizer quando te voltasse a ver..."

Foi tão fácil. Uma gargalhada e um abraço, e conversávamos outra vez como se estivéssemos ainda em 2005. Foi como se nunca tivéssemos ido por caminhos diferentes, como se o P ainda se sentasse na mesa em frente ao R, ao S e ao V, e a Rita ainda fosse ás nossas aulas de EVT. Nós seguimos, e não acredito que estejamos tão iguais como tu dizes que estamos, mas hoje confirmámos que a nossa amizade ficou imóvel, à nossa espera.
Tanto tempo perdidos e despercebidos no tempo, é tão bom voltar a encontrar assim, inesperadamente, a nossa cumplicidade.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Desvanecer

Enquanto muitos chegam a casa, eu continuo a olhar para os livros e cadernos abertos na mesma página, há mais de duas horas. Queria tanto agarrar isto como agarro o mapa e a minha bússula depois do relógio ter dado o sinal da minha partida. O bem estar e a motivação que me fazem correr por entre montes, árvores, rios e cercas não têm existido neste plano real em que o relógio já apitou há muito tempo, mesmo não tendo feito o tal pii que eu tão bem reconheço. O teste é amanhã. A responsabilidade é, desta vez, tão grande que acho que não consigo sentir bem a sua forma e peso. Há tanto tempo que não entro na floresta com a ambição de quem vive apenas para desfrutar todos os segundos. São as prioridades que me fazem faltar. Repito, é a minha estrutura e ordem de prioridades que me faz faltar. Talvez eu não esteja nessa ordem, mas sim o que eu espero ser. Talvez. Amanhã vou ao teste. A matéria não está toda estudada. 3/5 não serão seficientes. Talvez sejam. Já antevi o pior e mais provável cenário várias vezes, apesar disso ainda não lhe dei a importância exigida. Mas desde quando é que me contento com o suficiente? Não acredito que assim seja. Os últimos pontos ainda estão longe, já estou toda cheia de picos nas pernas e nas mãos. O cansaço faz com que eu veja cada vez pior e a clareza dos montes, árvores, rios e cercas vai-se desvanescendo. Eu continuo a correr mais, ou menos, sempre movida pela esperança de estar a realizar o caminho que faz o final compensar e querer voltar na próxima prova. Já não é a primeira vez que estou nesta cena. Já hoje, não sei se é este o caminho. É tudo novidade e pouco me faz acreditar que é esta mesma vida que quero agarrar como agarro o mapa e a minha bússula, que me fazem ir por caminhos sempre imprevisiveis, mas nos quais eu me coloco completa.         

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Comunidade


Cheguei. Foi uma viagem longa a que fiz pela segunda vez. Já não me lembrava do quão longa era quando a iniciei, e tenho certeza que me vou esquecer novamente, rapidamente. Já não a sinto tão longa, e ainda agora cheguei. 
"Deixei lá parte de mim" disse-me ela no regresso. Eu também deixei. É neste espírito de Páscoa que acredito: a Renovação. Não é fácil passar esta data longe da família, especialmente neste ano difícil, apesar disso consegui aceitar este desafio, o que vejo agora ter enriquecido muito o meu caminho de esperança, confiança, caridade, perseverança e oração.
Arriscar e aceitar as consequência do risco e das dúvidas. Tenho que fazer isto mais vezes. É que há tanta coisa bonita ainda por viver...

Carlota, Carolina, Constança, Cris, Fissas, Mafi, Manel, Mikas, Nuno, Rodrigo e Vânia, a vossa presença foi tão surpreendente que não posso deixar de referir que foi o ponto de partida para a intensidade dos sentimentos. Digo-vos, neste momento, que chego feliz, do mundo frio, de vales, lagos e silêncios, à realidade quente, de cimento, fumo e confusão. O que virá depois? Virá seguramente.



Bleibet hier und wachet mit mir.Wachet und betet.